Na primeira publicação do nosso blog realizada no dia 16 de maio de 2022 destacamos como se forma um quilombo urbano: “Os quilombos urbanos são formados por pessoas negras que vivem nos arredores das cidades, que passam a ter um vínculo comum, a ancestralidade negra, ainda que o quilombo seja um lugar para a acolhida de brancos empobrecidos, com os quais passam a estabelecer laços de solidariedade” https://comunidadepatuazinho.blogspot.com/.
Abaixo é possível acessar o vídeo (vídeo 1) e assistir a reportagem.
Vídeo 1: Apresentadores do Programa Bom dia Amazônia (AP) sobre a comunidade quilombola Kulumbu do Patuazinho. Data de exibição: 20/02/2015. Acesso: https://globoplay.globo.com/v/3981316/.
Em síntese a reportagem destaca que a comunidade é formada por
quilombolas e indígenas. Além disso, é possível encontrar negros da Guiana
Francesa vivendo na comunidade. Um dos orgulhos da comunidade é a mistura dos
grupos onde se segue as tradições dos negros e indígenas. Isso é visto como uma espécie de apoio, de parceria, com base na coletividade. Conforme lembra pai Benedito: “O quilombo é onde a
gente se acolhe. Nele antigamente se acolhia todas as raças, tanto fazia ser negros
ou índios, onde se formava uma comunidade”. Na época da reportagem do Bom dia
Amazônia (AP) em 2015, viviam cerca de 60 famílias na comunidade.
Os maiores problemas que a comunidade quilombola vem enfrentando são:
1- a pressão habitacional devido a proximidade com o bairro Infraero; 2- a exploração
irregular de mineral e madeira do meio ambiente do território; 3-racismo
e preconceito por parte da sociedade envolvente e de servidores ligadas a
instituições públicas e empresas privadas.
A reportagem do Bom dia Amazônia destacou que a comunidade quilombola Kulumbu
do Patuazinho é a única do Amapá que tem como religião a matriz africana como a
Umbanda, o Ketu, Jeju e a Mina Nagô. Desde
2009, quando foi certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares os moradores esperam pela titulação da terra e acesso aos direitos
básicos como educação, transporte público, acesso a saúde e saneamento básico.

